Afinal, o que é a caspa?

Antes de detalharmos o universo da caspa, é preciso explicar onde tudo acontece. A pele da nossa cabeça, a parte coberta com cabelo, é chamada de couro cabeludo. Assim como a pele de todo o nosso corpo, esse tecido também é formado de uma camada externa chamada Epiderme, uma intermediária, a Derme, e uma de gordura que fica logo abaixo da derme, chamada Hipoderme.

A pele, ou tecido cutâneo, é considerado o maior e mais pesado órgão do ser humano e tem as funções de proteção contra agentes externos, atua na perda excessiva de água corporal, protege de irritações e infecções, além de trazer outros benefícios fundamentais para a nossa sobrevivência.

Nosso corpo elimina constantemente células mortas. Isso acontece para que ela se renove e se mantenha sempre saudável. Essa troca, na maioria das vezes, é imperceptível. O mesmo acontece com a pele que recobre a cabeça. Ela está sempre se renovando em um ciclo constante de morte e nascimento celular. Os problemas começam a aparecer quando este ciclo sofre alguma interferência. No caso do couro cabeludo, quando ele é “atacado” de alguma maneira. Alguns produtos químicos, micróbios, alimentação inadequada, alta exposição ao calor e mesmo estresse físico ou psíquico podem causar o enfraquecimento da pele do couro cabeludo, deixando-a mais sensível e sujeita a doenças e disfunções.

  • Afinal, o que é a caspa?
A caspa é uma esfoliação normal da pele. Na maior parte da superfície do corpo, as escamas de pele morta caem sem serem percebidas, mas no cabelo podem se acumular. Este é um processo normal que ocorre durante toda a vida em toda a superfície do corpo e não é contagiosa.

Em condições normais, a pele do couro cabeludo é substituída, mais ou menos, uma vez por mês. Entretanto, quando a pele está mais sensível e suscetível à irritação, a troca de células se torna mais intensa e, consequentemente, a eliminação de células mortas também. E a caspa nada mais é do que a eliminação em massa destas células mortas do couro cabeludo em um período menor de tempo.

O que acontece é que quando todas essas células mortas se juntam, tornam–se visíveis. É preciso que o couro cabeludo esteja frágil para que a caspa se manifeste, forçando a pele a se renovar em uma velocidade maior, gerando o acúmulo de células mortas.

De forma resumida, a caspa é causada por uma disfunção das glândulas sebáceas do couro cabeludo e que causam descamação excessiva do tecido cutâneo. Essa disfunção normalmente é agravada pela presença de um fungo, o Malassezia, que está naturalmente na pele do ser humano. A diferença é que, por um conjunto de fatores que veremos detalhadamente a seguir, esse fungo pode – ou não – causar a caspa.

  • Caspa é doença?

Não. Ao contrário do que a maioria pensa, a caspa não é uma doença e não tem nada a ver com falta de higiene. Ela é um estado do couro cabeludo. Outros dois pontos que precisam ser esclarecidos: caspa não é contagiosa e não existe uma cura definitiva, o que existe é um controle de suas causas.

  • A caspa tem cura?

Não, a caspa é um problema crônico. Com a utilização freqüente de produtos anticaspa, uma boa alimentação, hábitos saudáveis e controle de stress, a caspa pode ser controlada.

  • A caspa é transmissível de pessoa para pessoa?

Não. A caspa é originada por uma disfunção das glândulas sebáceas no couro, sendo agravada pela presença de bactérias e fungos e portanto não é transmitida de pessoa para pessoa.

  • Quais são os agentes causadores?

Muitos fatores podem contribuir para o aparecimento da caspa, dentre eles: alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool, estresse físico e psíquico, além de fatores genéticos que podem causar algum tipo de disfunção no couro cabeludo. Também destacamos os agentes estimulantes externos, como exemplo, o uso em excesso de secador e chapinha
para alisamento capilar, alta exposição ao sol e uso de água muito quente durante o banho, entre outros. O calor afeta o couro cabeludo, deixando-o ressecado e, desta maneira, as glândulas sebáceas são estimuladas a produzir mais sebo, aumentando as chances do desenvolvimento da caspa.

  • Tipos de Caspa

O que muitas pessoas não sabem é que a caspa pode aparecer de duas formas diferentes, dependendo das características de cada couro cabeludo.

A caspa composta por pontinhos brancos que costumam ficar presos nos fios ou evidentes em roupas escuras é característica de quem possui couro cabeludo seco. Já pessoas com o couro cabeludo oleoso têm mais tendência à caspa em forma de pequenas placas de pele que normalmente ficam grudadas na cabeça devido ao excesso de oleosidade.

  • Tratamento e Prevenção

Aliada ao uso de um bom shampoo, a caspa também pode ser controlada com a adoção de bons hábitos. Não é novidade que uma vida saudável mantém nosso corpo em harmonia, evitando o surgimento de doenças e “desequilíbrios” que podem trazer consequências, como a caspa. Também devemos amenizar os efeitos de agentes externos ao couro cabeludo.

Um dos fatores causadores são as altas temperaturas, portanto, vale a pena evitar banhos muito quentes, o uso excessivo de secadores e chapinhas de alisamento, e exposição prolongada ao sol sem proteção. Também é recomendável uma alimentação adequada, rica em frutas, verduras e cereais, e a prática de exercícios físicos regulares. Uma vida sem estresse é outra dica importante, pois seus efeitos – como o cansaço, a angústia e a depressão – também podem ser catalisadores da caspa. Desta maneira, evite comida rica em gorduras trans, encontradas em frituras, fast-food e alimentos industrializados em geral, não fume e evite a ingestão excessiva de álcool.

Apesar de mais de 40% da população brasileira admitir que tem ou já teve caspa, apenas 23,8% tenta solucionar o problema usando shampoos anticaspa (Fonte: Kantar Worldpanel – 2009). Isso porque poucos sabem como usar adequadamente esses produtos e muitos ainda acreditam em mitos históricos relacionados ao tema.

Até hoje, a única solução realmente eficaz no combate à caspa – e cientificamente comprovada
– é o uso contínuo do shampoo e condicionador anticaspa. Como a caspa surge de uma disfunção das glândulas sebáceas agravada pela ação de bactérias e fungos, só é possível controlá-la usando produtos desenvolvidos especialmente para combater suas causas. E, como esses agentes causadores não podem ser totalmente eliminados, só o uso contínuo desses produtos garante que o problema não volte a aparecer.

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